Na WWDC 2026, no dia 8 de junho, a Apple mostrou uma Siri totalmente nova: ela conversa de verdade, enxerga o que está na tela e busca dentro das suas próprias mensagens e fotos. Depois de anos de promessa, finalmente saiu do papel. Mas tem um detalhe importante pra quem está no Brasil: você vai esperar um pouco — e nem precisa.
A nova Siri chega primeiro em inglês, lá pelo outono nos EUA (nossa primavera), e os outros idiomas, incluindo o português, vêm depois. Ou seja: a “Siri AI em português” não é pra agora. A boa notícia? Os modelos de IA que fazem a Siri AI funcionar você já tem no iPhone hoje, de graça. Bora ver como.
O que é a nova Siri AI, afinal
A nova Siri agora se chama Siri AI e faz parte do Apple Intelligence. Diferente da Siri de sempre, ela mantém uma conversa real, entende o que está na sua tela e consulta seus dados pessoais — mensagens, e-mails, fotos, notas — quando você pede. O exemplo clássico: “E aí Siri, que horas chega o voo da minha mãe?”, e ela tira a resposta do e-mail que sua mãe te mandou. Ainda ganhou um app próprio pra você revisitar conversas antigas.
Segundo a imprensa — incluindo o MacRumors, citando o analista Ming-Chi Kuo — por baixo roda um modelo Google Gemini personalizado. Sendo honesto: a Apple nunca diz a palavra “Gemini”; o texto oficial fala só em “Apple Intelligence”. Então é informação bem apurada da imprensa, não confirmação da Apple. De todo jeito, o modelo roda nos próprios servidores da Apple (Private Cloud Compute).
Pra não criar expectativa errada: mesmo onde ela chega, a Siri AI exige um iPhone 15 Pro, iPhone 16 ou mais novo. O iOS 27 funciona a partir do iPhone 11, mas as funções de IA não. E começa só em inglês.
Por que esperar não compensa
A Siri AI em português vai demorar, e mesmo a versão em inglês só sai no segundo semestre — atrás de uma fila de espera nas configurações. Enquanto isso, os mesmos modelos que movem a Siri AI estão disponíveis como apps separados, sem depender da Apple.
- Baixe o app direto. ChatGPT, Claude e Google Gemini são gratuitos na App Store. Você tem o mesmo motor da Siri AI americana, só que no app dele.
- Crie um atalho de um toque. Pelo app Atalhos dá pra colocar na tela inicial um botão que abre sua IA favorita na hora. Quase tão rápido quanto “E aí Siri”.
- Atualize pro iOS 27 mesmo assim. O update normal chega: app de Fotos mais rápido, editor melhor, mais velocidade. Só falta a camada da Siri AI.
E tem mais: o ChatGPT e o Claude já falam português muito bem hoje. Você não precisa esperar a Siri “aprender” português — a IA já entende e responde em bom português agora.
O que isso significa pra você
Se você tem um iPhone recente (15 Pro ou superior). A Siri AI vai chegar pra você (em inglês primeiro). Mas pra usar IA em português agora, é só instalar ChatGPT ou Claude como app.
Se você tem um iPhone mais antigo. Você não ia ganhar a nova Siri de qualquer forma (precisa de 15 Pro ou superior). O app de IA, por outro lado, roda também nos modelos mais antigos.
Se privacidade te preocupa. Justo. Com os apps separados, você decide o que digita. Nunca coloque dados pessoais ou de trabalho sensíveis num chatbot público.
O que os apps também não fazem
Pra não vender ilusão, três limites honestos:
- Sem integração profunda. Um app do ChatGPT não vasculha seus e-mails e fotos como uma Siri AI embutida no sistema faria. O conteúdo você cola.
- Eles erram. Qualquer um desses assistentes às vezes inventa com a maior cara de pau. Confira o que você não consegue verificar.
- O grátis tem limite. Os planos gratuitos servem pra começar, mas têm teto.
Conclusão
A nova Siri AI é real e bem melhor que a antiga — mas em português, e no Brasil, ela vai demorar. Sem problema: os modelos por trás da Siri AI você coloca como app em cinco minutos, e eles já falam português hoje. O que importa de verdade não é a casca “Siri”, é saber usar bem um assistente.
É exatamente isso que a gente ensina. Nosso curso Fundamentos de IA mostra passo a passo como arrancar respostas úteis do ChatGPT, do Claude e companhia — sem juridiquês, com as duas primeiras aulas grátis.
Fontes